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Duas operações ampliam ofensiva contra o crime organizado: Audácia XI mobiliza 300 agentes e Metaphorá indicia Iza Paiva por tráfico

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Uma ampla ofensiva das forças de segurança pública intensificou, nesta terça-feira (7), o combate ao crime organizado em Rondônia e em outros três estados brasileiros. Enquanto o Ministério Público de Rondônia (MPRO) deflagrou a 11ª fase da Operação Audácia, com o cumprimento de 124 ordens judiciais e ações voltadas à repressão de organizações criminosas, a Polícia Civil concluiu uma das maiores investigações do Departamento de Narcóticos (DENARC), resultando no indiciamento de 43 pessoas na Operação Metaphorá – Fase II. Entre elas está a digital Iza Paiva, que volta a ser alvo das autoridades menos de três meses após deixar o sistema prisional.

Operação Audácia XI cumpre 124 mandados em quatro estados

Coordenada pelo Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (GAECO), do Ministério Público de Rondônia, a Operação Audácia XI reúne mais de 300 integrantes das forças de segurança em uma ação simultânea nos estados de Rondônia, Acre, Amazonas e Paraná.

Ao todo, são cumpridos 89 mandados de busca e apreensão e 35 mandados de prisão nas cidades de Porto Velho, Ariquemes, Machadinho d’Oeste e Rolim de Moura, em Rondônia, além de Cruzeiro do Sul (AC), Humaitá (AM) e Catanduvas (PR).

As ordens foram expedidas pela 1ª Vara de Garantias da Comarca de Porto Velho e integram um Procedimento Investigatório Criminal (PIC) instaurado pelo MPRO para apurar a atuação de uma organização criminosa com ramificações dentro e fora do estado. A investigação também busca identificar outros delitos eventualmente praticados durante as atividades do grupo investigado.

Além do cumprimento das ordens judiciais, a força-tarefa tem como objetivo localizar e recapturar foragidos da Justiça, cumprir mandados registrados no Banco Nacional de Mandados de Prisão (BNMP) e realizar prisões em flagrante durante as diligências. Entre os crimes que podem ser constatados ao longo da operação estão tráfico de drogas, posse ou porte ilegal de armas de fogo, receptação e outros delitos relacionados ao crime organizado.

Segundo o Ministério Público, o nome “Audácia” faz referência ao comportamento atribuído aos investigados, que, conforme as apurações, utilizavam as redes sociais para divulgar imagens ostentando armas de fogo, munições de uso restrito, drogas, grandes quantias em dinheiro e símbolos ligados a facções criminosas. Para os investigadores, esse tipo de exposição representava uma forma de desafiar as forças de segurança e fortalecer a influência da organização nas áreas onde atuava.

Iza Paiva volta ao centro das investigações

Paralelamente à ofensiva desencadeada pelo MPRO, a Polícia Civil de Rondônia anunciou a conclusão da Operação Metaphorá – Fase II, conduzida pelo Departamento de Narcóticos (DENARC), que investigou durante meses uma suposta organização criminosa especializada no tráfico de drogas.

Entre os 43 indiciados está a influenciadora digital Iza Paiva, que havia deixado o Presídio Feminino de Porto Velho em 17 de abril deste ano, após a expedição de alvará de soltura pela Justiça.

Conforme o DENARC, a investigação reuniu interceptações, análises de dados telemáticos, movimentações financeiras e outras técnicas de inteligência policial, permitindo identificar uma estrutura criminosa considerada organizada, com divisão de funções entre seus integrantes e atuação no abastecimento, transporte, armazenamento e comercialização de entorpecentes em Rondônia.

O nome da influenciadora já havia ganhado notoriedade em outubro de 2025, quando ela foi presa preventivamente durante uma operação da Polícia Civil sob suspeita de envolvimento no sequestro e na tortura de pessoas apontadas como responsáveis pelo furto de objetos de sua residência. O caso teve ampla repercussão nacional e internacional.

Agora, segundo a Polícia Civil, Iza Paiva figura entre os investigados apontados como integrantes da organização criminosa desarticulada pela Operação Metaphorá. O indiciamento foi baseado nas provas reunidas ao longo da investigação, que buscou individualizar a participação de cada suspeito.

Investigação aponta estrutura criminosa organizada

De acordo com o relatório final do DENARC, a organização possuía uma estrutura hierarquizada, com integrantes responsáveis por diferentes etapas da cadeia criminosa, incluindo aquisição, logística, distribuição e comercialização de drogas, além da participação de pessoas apontadas como ocupantes de posições estratégicas dentro da facção investigada.

Ao final da investigação, 43 pessoas foram formalmente indiciadas. Desse total, 21 responderão pelos crimes de tráfico de drogas, associação para o tráfico e organização criminosa; 12 foram indiciadas exclusivamente por tráfico de drogas; nove por associação para o tráfico; e uma por financiamento ao tráfico.

O inquérito foi encaminhado ao Ministério Público, que analisará o conjunto probatório para decidir sobre o eventual oferecimento de denúncia à Justiça.

A Polícia Civil ressalta que o indiciamento representa uma etapa da persecução penal e não configura condenação. Iza Paiva e os demais investigados permanecem amparados pelo princípio constitucional da presunção de inocência, com direito ao contraditório e à ampla defesa durante todo o processo judicial.

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