A jovem Aka Albuquerque usou as redes sociais para denunciar uma sequência de casos envolvendo animais encontrados mutilados no bairro Tucumanzal, em Porto Velho. A publicação, feita há dois dias, ganhou repercussão após a jovem aparecer emocionada e fazer um apelo para que as autoridades adotem medidas diante da situação.
Em um dos vídeos, Aka grava um desabafo chorando e afirma estar indignada com a aparente naturalização dos casos.
“Isso não é normal. As pessoas veem isso e não falam nada.”
Segundo o relato, o primeiro animal que encontrou apresentava uma das patas amputadas. Na ocasião, ela acreditou que pudesse ter sido vítima de um acidente.
No entanto, a preocupação aumentou quando outros dois animais apareceram nas mesmas condições.
“Na primeira vez que eu vi, pensei que fosse apenas um acidente. Depois encontrei o segundo e achei estranho, porque era exatamente a mesma patinha amputada do outro cachorro. Foi aí que comecei a desconfiar. Quando vi um terceiro animal nas mesmas condições, passei a imaginar as piores coisas”, relata a jovem.
A semelhança entre os casos levou Aka a levantar a suspeita de que os animais possam ter sido vítimas de atos de violência, embora, até o momento, não exista confirmação oficial sobre a causa das mutilações ou sobre a existência de um responsável pelos casos.
Durante o desabafo, a jovem também faz um apelo para que o caso não seja ignorado e pede que as autoridades competentes adotem medidas para investigar os episódios e impedir que novos animais sejam vítimas da mesma situação.
Além dos vídeos publicados no feed, Aka também utilizou os stories do Instagram para informar que já buscou ajuda das autoridades. Segundo ela, apesar de estar recebendo inúmeras mensagens de pessoas preocupadas com o caso, atualmente não está em Porto Velho, o que dificulta acompanhar a situação de perto.
A jovem afirmou que os animais foram encontrados na Rua Goiás, no bairro Tucumanzal, e disse que já entrou em contato com as autoridades para relatar o caso.
Em outra parte do relato, Aka relembrou um episódio anterior e afirmou que já registrou um boletim de ocorrência após, segundo ela, um homem realizar uma chamada de vídeo mostrando o estupro de uma cadela. De acordo com a jovem, ela apresentou provas e capturas de tela, mas afirma que nenhuma providência foi tomada.
“Estou recebendo muitas mensagens e, no momento, não consigo fazer nada. Como eu já tinha dito, já entrei em contato com as autoridades, mas não estou em Porto Velho. O bairro onde vi o gatinho e os cachorros sem a patinha foi o Tucumanzal, na Rua Goiás. E, como eu também já falei, já registrei um boletim de ocorrência quando um homem me ligou por chamada de vídeo estuprando uma cadela. Eu tinha provas, prints, tudo. E não deu em nada. Todo mundo fala para registrar ocorrência, mas é complicado”, escreveu.
As publicações repercutiram nas redes sociais e geraram manifestações de apoio à denúncia, com internautas cobrando uma apuração dos fatos e ações para proteger os animais da região.
Pela legislação brasileira, praticar abuso, maus-tratos, ferir ou mutilar animais é crime e pode resultar em pena de reclusão, além de multa. Caso sejam confirmadas as suspeitas levantadas pela jovem, os responsáveis poderão responder criminalmente.
Até o momento, não há informações oficiais sobre a abertura de investigação ou confirmação de que as mutilações tenham sido provocadas de forma criminosa. As declarações sobre os animais mutilados e o suposto caso de zoofilia são relatos feitos por Aka Albuquerque em suas redes sociais e aguardam apuração pelas autoridades competente.
Confira:







