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Ligação de Trump à FIFA reacende polêmica: Infantino confirma contato, defende independência da entidade e decisão revolta Bélgica

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A decisão da FIFA de liberar o atacante norte-americano Folarin Balogun para disputar as oitavas de final da Copa do Mundo de 2026 ganhou contornos políticos após o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, afirmar que ligou pessoalmente para o presidente da entidade, Gianni Infantino, pedindo a revisão da punição aplicada ao jogador.

Nesta segunda-feira (7), Infantino confirmou que recebeu a ligação de Trump, mas negou qualquer interferência no processo disciplinar e reforçou que os órgãos responsáveis pelos julgamentos dentro da FIFA atuam de forma independente.

“Os órgãos judiciais da FIFA são independentes. Eles operam de forma autônoma, aplicam o Código Disciplinar da FIFA e decidem os casos com base nas regulamentações e nos fatos específicos. Sua independência é essencial para a credibilidade e a integridade do futebol”, afirmou o dirigente.

A declaração veio após Trump revelar, durante entrevista na Casa Branca, que entrou em contato com Infantino para discutir a expulsão de Balogun, ocorrida na vitória dos Estados Unidos sobre a Bósnia e Herzegovina.

Trump questiona arbitragem brasileira

Além de admitir que tentou reverter a suspensão do atacante, Trump também levantou suspeitas sobre a atuação do árbitro brasileiro Raphael Claus, responsável pela expulsão.

Sem apresentar provas, o presidente norte-americano classificou a decisão como “bem suspeita” e afirmou que o lance gerou incredulidade.

A declaração aumentou ainda mais a repercussão de um caso que já vinha sendo alvo de críticas entre torcedores, especialistas e dirigentes esportivos.

FIFA anulou a suspensão

Balogun havia recebido cartão vermelho direto após uma entrada dura sobre o zagueiro Muharemovic. Após revisão do VAR, Raphael Claus confirmou a expulsão, o que, pelas regras da competição, impediria o atacante de atuar nas oitavas de final.

Entretanto, às vésperas do confronto contra a Bélgica, o Comitê Disciplinar da FIFA decidiu suspender os efeitos da punição.

Em nota oficial, a entidade informou que, com base no Artigo 27 do Código Disciplinar, a suspensão automática foi anulada em caráter probatório pelo período de um ano, permitindo que o jogador estivesse à disposição da seleção norte-americana.

Bélgica cobra explicações

A decisão não agradou à Federação Belga de Futebol.

Antes da partida entre Bélgica e Estados Unidos, a entidade divulgou uma nota oficial cobrando esclarecimentos da FIFA e afirmando que a medida contraria o regulamento da própria Copa do Mundo.

Segundo os belgas, o regulamento prevê que qualquer atleta expulso com cartão vermelho direto deve cumprir suspensão automática na partida seguinte, salvo previsão expressa em contrário.

A manifestação alimentou ainda mais a polêmica sobre a transparência e os critérios utilizados pela FIFA na revisão da punição.

Infantino nega interferência

Em sua manifestação, Gianni Infantino afirmou que conversas com chefes de Estado fazem parte de sua rotina institucional, mas garantiu que isso não interfere nas decisões tomadas pelos órgãos disciplinares da entidade.

Segundo ele, durante a conversa explicou a Trump que o caso estava sendo analisado pelos departamentos competentes da FIFA e que a decisão seria tomada conforme os procedimentos previstos no regulamento.

A controvérsia, no entanto, segue dividindo opiniões e levanta questionamentos sobre a influência política em decisões envolvendo a principal entidade do futebol mundial.

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