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Declaração de Luana Piovani reacende debate sobre os efeitos do uso prolongado da maconha

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Após revelar que consome cannabis diariamente há mais de 30 anos, atriz voltou a colocar em pauta os possíveis impactos do uso contínuo da substância na saúde física e mental, tema que divide opiniões e mobiliza especialistas.

A atriz Luana Piovani voltou a repercutir nas redes sociais ao afirmar que faz uso diário de maconha há mais de três décadas e que, apesar do consumo frequente, não se considera dependente da substância. A declaração rapidamente ganhou repercussão e reacendeu o debate sobre os efeitos do uso prolongado da cannabis.

Embora o uso medicinal da planta tenha avançado nos últimos anos, com aplicações autorizadas para doenças específicas e sob prescrição médica, especialistas ressaltam que essa realidade é diferente do consumo recreativo. Segundo médicos, o uso contínuo da maconha pode trazer consequências importantes para a saúde, especialmente quando iniciado precocemente ou mantido por longos períodos.

Riscos variam conforme o perfil de cada pessoa

Os impactos da cannabis não são iguais para todos os usuários. Fatores como predisposição genética, idade em que o consumo começou, frequência de uso, quantidade utilizada e histórico de doenças influenciam diretamente os efeitos da substância no organismo.

Especialistas explicam que, apesar de algumas pessoas não apresentarem sintomas evidentes por muitos anos, isso não significa que o consumo esteja livre de riscos.

Entre as principais consequências associadas ao uso frequente estão alterações de memória, dificuldade de concentração, redução da capacidade de planejamento e tomada de decisões, além do aumento da probabilidade de desenvolver dependência química.

Saúde mental também pode ser afetada

Psiquiatras alertam que o consumo prolongado da maconha está associado a um maior risco de ansiedade, depressão e episódios psicóticos, principalmente em indivíduos com predisposição genética.

Além disso, o uso diário pode interferir na motivação, no desempenho profissional e acadêmico e comprometer funções cognitivas importantes para as atividades do dia a dia.

Efeitos vão além do cérebro

Embora a cannabis seja frequentemente relacionada aos seus efeitos sobre o sistema nervoso, médicos destacam que outros órgãos também podem ser afetados.

No sistema cardiovascular, o consumo pode provocar aumento da frequência cardíaca, alterações na pressão arterial e maior esforço do coração para suprir a demanda de oxigênio. Em pessoas com doenças cardíacas ou fatores de risco, esse cenário pode favorecer complicações como arritmias, angina, infarto e acidente vascular cerebral (AVC).

Fumaça também representa risco

Outro ponto de atenção está na forma de consumo. A fumaça produzida pela queima da maconha contém diversas substâncias potencialmente tóxicas e carcinogênicas, muitas delas semelhantes às presentes no cigarro convencional.

A exposição frequente pode causar inflamações crônicas na boca, garganta e laringe, além de aumentar o risco de lesões pré-cancerígenas e de alguns tipos de câncer, sobretudo quando o consumo é associado ao tabagismo ou ao uso excessivo de bebidas alcoólicas.

Uso medicinal é diferente do consumo recreativo

Especialistas reforçam que não se deve confundir o uso medicinal da cannabis com o consumo recreativo.

Os medicamentos à base de cannabis utilizados para fins terapêuticos passam por controle médico, possuem dosagem específica e são indicados para condições clínicas determinadas, enquanto o uso recreativo ocorre sem esse acompanhamento e apresenta riscos próprios que devem ser considerados.

A declaração de Luana Piovani reacendeu uma discussão que vai além das redes sociais: a necessidade de informação baseada em evidências científicas para que a população compreenda tanto os potenciais benefícios da cannabis em contextos médicos quanto os riscos associados ao consumo frequente e prolongado da substância.

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